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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

25º BI Pqdt

    Escrito por Sgt Rafael Menezes | Publicado: Segunda, 21 de Março de 2016, 18h45 |Última atualização em Quarta, 23 de Março de 2016, 14h26
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    O 25º BI Pqdt teve sua origem na Cia Es Inf, criada em 26 de dezembro de 1945, sendo aquartelada em dependências do I Regimento de Artilharia Antiaérea, na região da Colina Longa, em Deodoro – Rio de Janeiro.

     Em 05 de setembro de 1952, é criado o Batalhão de Infantaria Aeroterrestre ficando aquartelado no 2º Regimento de Infantaria.

    Em 26 de outubro de 1956, o Batalhão de Infantaria Aeroterrestre recebeu a denominação de Batalhão Santos Dumont.

     Em maio de 1957, o Batalhão Santos Dumont muda para seu novo aquartelamento na área do Arroio dos Afonsos.

     Em janeiro de 1961, é criado o Regimento de Infantaria Aeroterrestre, sendo denominado Regimento Santos Dumont.

    Posteriormente, em conseqüência do desmembramento do 1º Regimento de Infantaria Aeroterrestre (RSD) em três Batalhões independentes, com Quadros de Organização (QO) diferentes, foi criado o 3º Batalhão de Infantaria Aeorterrestre (3º BI Aet).
    Em 11 de novembro de 1971, foi mudada sua denominação para 3º Batalhão de Infantaria Pára-quedista e, finalmente em 07 de novembro de 1973, o 3º BI Pqdt passa a denominar-se 25º Batalhão de Infantaria Pára-quedista.

     Atualmente, o Batalhão está estruturado com 05 (cinco) subunidades, a saber:
    -1ª, 2ªe 3ª Companhias de Fuzileiros Pára-quedistas;
    - Companhia de Comando e Apoio Pára-quedista; 
    - Base Administrativa Pára-quedista.

    Endereço:
    Estrada Gen Fonseca Ramos, S/N
    Bairro: Vila Militar
    CEP: 21615-110
    Cidade/UF: Rio de Janeiro - RJ
    Tel: (0xx21) 2457-1067
    www.25bipqdt.eb.mil.br

    27º BI Pqdt

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      Escrito por Sgt Rafael Menezes | Publicado: Segunda, 21 de Março de 2016, 18h52 |Última atualização em Quarta, 23 de Março de 2016, 14h25
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           No dia 07 de novembro, comemora-se o aniversário do 27º BI Pqdt, data fixada fase à Port.Nr357-GB de 03 de novembro de 1967 e o Dec Nr 64.429 de 30 de abril 1969.
           O 27º BI Pqdt tem suas raízes na Companhia de Infantaria, "Célula Mater" da Infantaria Pára-quedista, que era orgânica do núcleo de formação de pára-quedista, criada por Dec. Lei Nr 8.444 de 26 de novembro de 1945.
           O Núcleo de Formação de Treinamento de Pára-quedista sofreu algumas transformações até que, em 21 de novembro de 1951, já sob a denominação de Escola de Pára-quedista, foi criado o BI Aeroterrestre, sem autonomia administrativa.
      Em 23 de outubro de 1956, como uma homenagem do Exército à nossa Força Aérea na figura do seu patrono, o "Pai da Aviação", o BI Aeroterrestre recebeu a denominação histórica de Batalhão Santos Dumont. Desde a sua criação e até meado do ano de 1957, o Batalhão Santos Dumont esteve aquartelado nas instalações do antigo 2º RI, atual 2º BI Mtz(ES).
           Em 14 de maio de 1957, com as instalações parcialmente concluídas, teve início a mudança do Batalhão Santos Dumont, já como Unidade Autônoma, para Área de Afonsos. O progresso do país e a necessidade de segurança para o seu desenvolvimento fez com que, Dec. Nr 49.863 de 11 de janeiro de 1961, fosse criado o RI Aet, o saudoso Regimento Santos Dumont.
          
           Nascendo daí, o 2º BI Aet, que teve como primeiro aquartelamento as atuais garagens do pelotão de Transporte.
      Em outubro de 1955, foi inaugurado e entregue ao RI Aet, o pavilhão "H" do 2º BI Aet, nossas atuais instalações.
           Com a transformação, no ano de 1968, do Nu Div em Bda Aet eaextinçãodoRIAet, o 2º BI Aet tornou-se unidade independente, passando a ter vida própria (semi-autonomia) a partir de 01 de julho de 1969. Novas transformações ocorreram no 2º BI Aet. Em janeiro de 1972, passou a denominar-se 2º BI Pqdt para, finalmente, em 1973, receber a denominação atual de 27º BI Pqdt.
      Endereço:
      Estrada Gen Fonseca Ramos, S/N
      Bairro: Vila Militar
      CEP: 21615-110
      Cidade/UF: Rio de Janeiro - RJ
      Tel: 0** (0xx21) 3357-4350, 3357-4744, 3357-4851
      www.27bipqdt.eb.mil.br

      20º BLog Pqdt

        Escrito por Sgt Rafael Menezes | Publicado: Segunda, 21 de Março de 2016, 19h23 |Última atualização em Quarta, 23 de Março de 2016, 14h22
        blog
             Atendendo à necessidade de acompanhar a evolução da Escola de Pára-quedistas em 1945, formou-se em 1952, no então Núcleo da Divisão Aeroterrestre, o Grupamento de Unidades Divisionárias, embrião do então 20º BLog Pqdt.
        Acompanhando a reorganização do Exército em 1968, o NuDAet passou a denominar-se Brigada Aeroterrestre, sofrendo modificações em sua estrutura que passou a contar com o Grupamento das Unidades de Apoio Aeroterrestre, GUAAet.
        Após a mudança da denominação da Brigada Aeroterrestre em 1971, para Brigada Pára-quedista, o Exmo. Ministro do Exército, através da Portaria Nr 041, de 07 nov 72, criou o 20º BLog Pqdt.
            
             Nessa época, o Batalhão ocupava instalações na Colina Longa, na Colina do Acampamento e no Morro do Capistrano, local de nascimento do pára-quedismo militar no Brasil, onde permaneceu até 31 de março de 1993, quando foi transferido para as antigas instalações do 1º Batalhão de Comunicações Divisionário, onde permanece até hoje, em suas atuais instalações. 
         As bases da sustentação da cadeia de manutenção da Brigada Pára-quedista haviam sendo lançadas e coube ao 20º BLog Pqdt a nobre missão de seguir este desígnio conforme está contido em sua canção "a missão desse herói é de apoio à Brigada.

         MISSÕES
         Subordinado à Brigada de Infantaria Pára-quedista, o 20º BLog Pqdt cumpre as seguintes missões: 
         - Prestar apoio de manutenção de 3º Escalão de Material Bélico (motomecanização e armamento), de Comunicações e Eletrônica, de Saúde, Transporte e Evacuação; 
         - Realizar visitas e inspeções técnicas; 
         - Prestar apoio às OM da Bda Inf Pqdt; 
         - Realizar o ressuprimento aéreo de qualquer classe, em operações ou exercícios de cargas até 500 lb
         ATIVIDADES DE INSTRUÇÃO
             Como OM Operacional, o 20º BLog Pqdt cumpre todas as atividades de instrução previstas para a Brigada de Infantaria Pára-quedista, participando efetivamente de todas as operações Bumerangue, Saci e Neblina, além de cumprir o Plano Básico de Instrução Militar, destacando-se a constante realização de cursos de formação de Sargento Temporário, de Cabos, de motoristas e de apoio aos pedidos de Cooperação de Instrução da EsAO. 
         Realiza, ainda, ações cívico-sociais previstas para Unidade, divulgando o nome do Exército Brasileiro através de suas atividades.
        Endereço: 
        Avenida Duque de Caxias, 575 
        Bairro:Deodoro
        CEP: 21615-220 
        Cidade/UF: Rio de Janeiro - RJ 
        Tel: 0** (0xx21) 2457-1172

        domingo, 15 de outubro de 2017

        Fundamentos do Combate de Infantaria #



        A infantaria é uma tropa que pode combater qualquer tipo de missão, em qualquer ambiente. Suas ações lastreadas no combate aproximado (close combat), geram nos combatentes grande estresse psicológico, devido à extrema violência do contato próximo, com proximidade corpo-a-corpo em muitas ocasiões e visualização dos semblantes inimigos, além dos efeitos físicos que os embates geram nos combatentes feridos e mortos, sejam ele amigos ou não. Ao engajar-se em um combate, deve-se fazê-lo de forma insensível e implacável, sob pena de permitir ao inimigo conquistar a iniciativa e o comando da situação, exigindo ao extremo as qualidades físicas e mentais dos soldados. É a necessidade de se estar preparado para este tipo de situação-limite que norteia o treinamento do combatente, sobretudo do combatente de infantaria, treinamento este muitas vezes incompreendido por aqueles que nada sabem sobre o ofício das armas.

        De todos os ramos da atividade militar, a infantaria é única devido a sua proficiência combativa estar centrada na ação do indivíduo. Enquanto outros ramos da organização militar se concentram na operação de sistemas e plataformas de armas, a infantaria tem como base a ação individual atuando em prol de uma equipe, sendo os indivíduos e não suas armas o centro de sua atuação. Esta característica enfatiza a disciplina individual, a iniciativa responsável e a capacidade de liderança como fatores determinantes ao sucesso destes combatentes.

        Embora o campo de batalha possa ser alcançado por uma variedade grande de meios, é através da mobilidade a pé que o soldado de infantaria luta no final das contas. Atirar e manobrar é a premissa básica deste tipo de combate, pois nem o movimento e nem o fogo, quando empregados isoladamente, produzem resultados decisivos. Combatentes de infantaria tem que alocar grande volume fogo certeiro, em curtos intervalos de tempo e em qualquer direção, ao mesmo tempo em que se move para onde for necessário, quantas vezes a situação exigir, transpondo condições das mais diversas e singulares. Esta realidade impõem aos combatentes e comandantes, 3 limitações distintas:
        • Coordenar a linha de avanço de forma a manter a coesão e não criar vulnerabilidades;
        • Dimensionar a carga individual de cada soldado, de forma a ter sempre disponível seu equipamento e munição suficiente sem no entanto comprometer sua capacidade física e poder de combate e;
        • Preservar as condições físicas e morais dos combatentes, sempre vulneráveis aos efeitos dos fogos direto e indireto, e maltratos do ambiente e das duras condições de combate.

        Os infantes enfrentam situações que exigem de seus líderes a rápida compreensão da situação tática e conseqüente tomada de decisão oportuna. O combate pode-se dar ofensivamente para conquistar terreno e subjugar o adversário, e defensivamente para negar o terreno e proteger forças amigas, que modernamente é feito de forma ofensiva a fim de preservar a iniciativa e o comando das ações. Seja qual for a situação o infante sempre está atacando ou se preparando para atacar. Ataque e defesa são operações de amplo espectro e diferenciadas apenas nos escalões mais altos, sendo indiferentes aos pelotões e pequenas frações.



        Princípios Táticos da Infantaria

        O combate da infantaria está centrado na manobra e vantagem tática, na combinação efetiva de seus meios de combate, na capacidade de liderança e tomada efetiva de decisões, no poder combativo de cada unidade ou fração e no entendimento correto da situação tática.

        A manobra tática como já descrito é a aplicação do poder de combate. Movimentar-se a fim de alcançar posições efetivas ao fogo das armas e atirar para possibilitar o movimento são a base da manobra de infantaria. Fogo sem movimento não produz resultados decisivos e movimento sem fogo torna os combatentes vulneráveis com resultados potencialmente desastrosos.

        A vantagem tática consiste no aproveitamento de todos os fatores presentes em cada situação; valendo-se sempre que possível de facilitadores do terreno e do clima, treinamento e tecnologias superiores, surpresa nas ações engajando o inimigo quando está despreparado, eficiente escopo defensivo e de segurança, conhecimento dos dispositivos e pontos fortes e fracos do inimigo, poder de fogo superior, organização, disciplina e moral elevados. Impor ao inimigo problemas inesperados e insolúveis, evitando-se procedimentos óbvios e previsíveis.

        A combinação de meios de combate como tipos de armas e munições, apoio de unidades externas como operadores de engenharia de combate e alocação de fogos de artilharia e morteiros, solicitação de apoio aéreo aproximado e apoio a mobilidade por helicópteros, entre outras; valendo-se do conceito sempre eficaz das armas combinadas.

        Liderança é a capacidade de incutir em seus subordinados com convencimento o que fazer e o porquê de fazê-lo, deixando o como a critério deles e do seu treinamento. O líder deve ter autoridade reconhecida pelos seus subordinados e liderar pelo exemplo. A tomada de decisões deve ser feita seja no tanto no planejamento das ações como na preparação, execução e avaliação delas. O líder deve exercer o comando e o controle das ações de sua equipe, com avaliações precisas e decisões oportunas, além de eficiente gestão de riscos.

        O comando e o controle de um pequeno efetivo de infantaria em combate se dá em torno das funções de combate. Estas funções são o equivalente de pequeno escalão dossistemas operacionais. São elas as funções de Inteligência, Manobra, Apoio de fogo, Proteção, Suporte logístico e Comando e controle (C2). A cada uma desta funções são alocados pessoal, organização, informação e processos para que se efetivem na prática. Cabe aos comandantes conduzir operações e adestramento em torno das funções de combate.

        A Inteligência envolve as tarefas que tratam da compreensão do inimigo, as considerações sobre o terreno e o clima, e as influências dos combate junto a população civil e vice-versa. Envolve ainda as tarefas de vigilância e reconhecimento.

        A Manobra é a função que trata da movimentação dos combatentes antes durante e depois do combate, associando a esta o fogo necessário a sua segurança e a degradação do poder combatente inimigo, mobilidade e contra-mobilidade. Através da manobra se alcança o choque, a surpresa e a dominância da situação.

        O Apoio de fogo envolve as tarefas de pedido e coordenação de fogos indiretos providos pelo escalão superior. Incluir ainda as funções de sincronização e integração com outras funções de combate.

        A Proteção é a função de combate que visa implementar ações de preservação dos combatentes e seus meios, a fim de manter a segurança da tropa e integridade do poder de combate. Incluir as tarefas de prevenção ao fratricídio, defesa antiaérea e antimíssil, prevenção de ações subterrâneas hostis como sabotagens e atentados, ações de sobrevivência, contra-informação, apoio médico-sanitário e atos de segurança direta.

        O Suporte logístico é o conjunto de tarefas que visem a sustentação em condições operacionais da tropa através de serviços do suprimento de munição, equipamento, víveres e outros itens necessários; manutenção do equipamento; mobilidade; serviços como o banho e a lavanderia; correspondência; recursos humanos; gestão financeira; serviços de engenharia em geral; apoio religioso; apoio aos serviços de saúde e manuseio de material explosivo a ser destruído. Estes serviços garante a permanência da tropa em operação e geralmente são providos pelo escalão superior em sua maior parte.

        As tarefas de C2 envolvem a execução da autoridade e direção. É através das C2 que o comandante integra as outras funções de combate, gerenciando informações relevantes, valendo-se de redes de computadores e sistemas de comunicações, e fazendo chegar a tropa subordinada as ordens e orientações.

        Poder de combate é o nível de efetividade que uma unidade operacional pode aplicar sobre o inimigo. É a eficácia da capacidade de lutar. Os líderes da infantaria valem-se das tarefas de planejar, preparar, executar e avaliar para gerar poder de combate. O comandante tático deverá aplicá-lo aos seu objetivo a fim de cumprir sua missão, combinando movimento, poder de fogo e proteção para atingir este objetivo. O entendimento de cada situação, única em combate, é vital a superação do objetivo. Ao planejar cada ação, o líder deverá entender seu propósito e como seu objetivo está inserido no objetivo do escalão superior.

        O Combate Aproximado

        Um combate aproximado é caracterizado pelo perigo, sacrifício físico, incerteza e oportunidade. Para enfrentá-lo o soldado deverá ter coragem, tenacidade física, equilíbrio mental e flexibilidade.

        A coragem é a capacidade de vencer o medo, normal nestas situações, e enfrentar o perigo, sempre presente. Ela é resultante de condicionamento mental forjado em treinamentos contínuos e realistas, conhecimento das técnicas e práticas de combate, entusiasmo, orgulho e crença na causa que defende. A tenacidade física é resultante de condicionamento físico constante e permite ao soldado enfrentar o cansaço e a fadiga muscular. Equilíbrio mental reflete o nível de maturidade que o soldado atingiu. Ele fornece os meios psicológicos para que o soldado coloque a razão como dominante aos efeitos emocionais da situação e tenha capacidade de fazer com competência o que precisa ser feito para cumprir a missão. Avaliar a situação diante da incerteza relativa e tomar decisões dentro do razoável valendo-se das informações disponível é o que se espera. Flexibilidade é a capacidade de lidar com o acaso. O acaso é imprevisível, acontece aos dois lados que se enfrentam, e tem que ser tratado com decisões lógicas e que contribuam para o cumprimento da missão.





















        O Pelotão de Infantaria #



        O pelotão é a unidade tática básica da infantaria e base para a formação das companhias. Sua organização pode variar de uma força para outra, porém as variações não são significativas. Mesmo em unidades de infantaria de uma mesma força a composição do pelotão pode mudar de acordo com as singularidades de cada tropa. Um fator determinante da composição de cada tipo de tropa é a capacidade dos veículos que a transportam, pois procura-se acomodar cada "grupo" de forma coesa em um mesmo veículo, seja ele um helicóptero, viatura blindada ou outro qualquer.

        No Exército Brasileiro, o pelotão de infantaria é formado por 3 grupos de combate (GC) e 1 grupo de comando e 1 grupo de armas de apoio. No US Army a denominação do GC é de esquadrão (squad), e a organização do pelotão é muito semelhante, totalizando no modelo aqui descrito 42 integrantes.  Uma das capacidades principais do pelotão de infantaria é a de organizar-se como força-tarefa tática, com seus elementos orgânicos e outros agregados em reforço de acordo com cada missão, dando ao comandante de companhia um fração de tropa altamente flexível e poderosa, que pode cumprir tarefas de forma autônoma como parte do esforço desta e do batalhão. A arma do combatente de infantaria é o fuzil de assalto, e a exceção dos metralhadores é dotação comum a todos eles. 




        O Grupo de Comando

        O grupo de comando (platoon headquarters - PLT HQ no US Army) do pelotão tem por missão prover comando e controle (C2) aos demais. Este grupo atua ainda nas funções de ligação com sua companhia, com os elementos que fornecem apoio de fogo e apoio logístico. Tipicamente é formado por um oficial subalterno ou tenente líder de pelotão, um sargento antigo adjunto ao líder que atua como subcomandante e um sargento ou cabo operador de sistemas de comunicação ou radioperador (RTO no US Army). Conta ainda com um sargento "caçador" (Sniper) e um cabo observador auxiliar deste. Esta equipe agrega a função de observador avançado (OA) dos grupos de morteiros e são os encarregados da ajustagem do tiro destes. Um sexto integrante é um sargento paramédico ou enfermeiro, e ainda, se for o caso, um motorista.



        O Líder de Pelotão

        O líder do pelotão deve comandar com base no exemplo, com a autoridade que lhe é de direito, assumindo a responsabilidade global pelas ações de seus subordinados, agindo de forma decisiva nas ações e na manutenção da disciplina. Quando em combate sua atuação deverá ser no sentido da atribuição de missões específicas a cada um, sempre dando espaço a iniciativa de seus comandados.

        Mesmo tendo a última palavra nas decisões, deverá aconselhar-se sempre com seu sargento adjunto e conhecer todas a facetas operacionais do emprego de seu grupo. São atribuições do líder:
        • Acionar o pelotão no cumprimento das missões que lhes são atribuídas pelo escalão superior, levando-o de encontro com os objetivos deste;
        • Orientar a manobra do pelotão;
        • Sincronizar seus GCs para que manobrem de forma harmônica;
        • Antecipar as ações que o pelotão deverá executar;
        • Solicitar os apoios que forem necessários;
        • Fornecer aos GCs total suporte de C2;
        • Planejar e implementar a segurança de seu pelotão;
        • Orientar o desdobramento das armas do pelotão;
        • Elaborar relatórios aos seus superiores;
        • Posicionar-se da forma mais adequada quando em ação;
        • Atribuir tarefas e objetivos claros, concisos e realizáveis aos seus GCs;
        • Inteirar-se e entender a missão de sua companhia e batalhão.

        O líder deverá sempre estar ciente da situação em que está inserido. Deverá conhecer a situação das tropas amigas, inimigas e neutras; bem como as condições do terreno. Deverá visualizar a situação a ser configurada depois do cumprimento de sua missão e tomar as medidas necessárias para ligar o presente ao futuro esperado, sempre avaliando os riscos envolvidos e tomando as medidas para minimizá-los. 


        O Adjunto de Pelotão

        O adjunto do pelotão (PSG no US Army) é o auxiliar direto do líder, segundo em comando e conhecedor da tática operacional e todas as armas orgânicas e de apoio. Sua função é assessorar o líder no planejamento e zelar junto aos GCs pelo cumprimento de suas ordens. Suas funções básicas são:
        • Supervisionar o pelotão a fim de garantir seu apronto, com checagens pré-combate e inspeções;
        • Estar apto a assumir a liderança do pelotão, se necessário;
        • Posicionar-se da melhor forma para exercer as tarefas de C2, seja junto a base de fogo ou aos elementos de assalto;
        • Zelar pelo apoio logístico do pelotão, gerenciando inclusive a carga de combate;
        • Zelar pelo apoio médico aos soldados sinistrados, com evacuação de feridos e mortos, controlando as baixas e emitindo relatórios com vistas a reposição de pessoal;
        • Operar os sistemas digitais de C2 do pelotão;
        • Inteirar-se e entender a missão de sua companhia e batalhão, tal qual o líder.

        O Rádio-Operador do Pelotão

        O rádio-operador (RTO no US Army) é o operador da comunicação do pelotão com o comando de sua companhia, e deve manter o líder e seu adjunto cientes da condição de seus sistemas. Deve ter afinidade com todos os procedimentos de radiotelefonia e emissão de relatórios, pedidos de apoio de fogo e antenas de campo de todos os tipos, além de gerenciar o uso de baterias. Deve ainda conhecer os protocolos de comunicação (frequências e sinais de chamada) de sua companhia e batalhão e dar ciência deles a todos os membros do pelotão, assim como auxiliar na operação dos sistemas eletrônicos de C2.

        O Observador Avançado do Pelotão/ "Caçador"

        O Sargento "caçador" atua como o observador avançado (OA) do pelotão (FO no US Army), e apoiado pelo Operador de rádio é o responsável pelo planejamento e execução dos fogos de apoio (indiretos), incluindo os morteiros da companhia e do batalhão, artilharia de campanha e outros fogos colocados a disposição. Deve saber localizar e designar alvos, chamar os fogos de apoio e ajustá-los. Deve conhecer a missão do pelotão e os conceitos operacionais afins, bem como a doutrina de fogos de apoio. dentre suas funções específicas destacamos:
        • Manter ciente as equipes de coordenação de apoio de fogo da companhia e do batalhão sobre a localização do pelotão e suas necessidades de apoio de fogo;
        • Manter atualizados mapas e croquis do terreno;
        • Chamar e ajustar fogos de apoio;
        • Operar como equipe junto ao operador de rádio;
        • Selecionar alvos em potencial e informar sua localização ás equipes de coordenação de apoio de fogo;
        • Escolher e preparar os postos de observação (POs) e viabilizar suas rotas de acesso;
        • Operar os terminais digitais de contato com as equipes de coordeção de apoio de fogo;
        • Atuar como atirador de precisão.

        O Paramédico do Pelotão

        O paramédico do pelotão atua junto ao sargento adjunto no apoio médico ao pelotão, sempre interagindo com as equipes médicas da companhia e do batalhão. Deve zelar pela saúde preventiva dos integrantes do pelotão, e trabalhar no tratamento e evacuação de feridos. Cabe a ele ainda aconselhar o adjunto em assuntos afins, gerenciar o suprimento médico (classe VIII) e elaborar os relatórios médicos solicitados.

        A Esquadra

        A esquadra (Fire Team no US Army) é o núcleo do pelotão, e constituída para lutar como uma equipe monolítica. Podem atuar de forma auto-suficiente no combate direto ao inimigo, dentro é claro do envelope de combate do pelotão. É comumente constituída por 4 elementos: Um fuzileiro-metralhador (AR no US Army) que fornece volume de fogo a esquadra e é a base de fogo direto desta, alocando fogos contínuos sobre pequenas áreas; o fuzileiro-atirador que bate alvos ponto de curto alcance com disparos de precisão e fornece segurança e inteligência aos demais; um fuzileiro-granadeiro que pode bater pequenas áreas com fogos indiretos explosivos (HE) de curto alcance, inclusive em ângulos mortos; Um cabo líder de esquadra (TL no US Army) que fornece o C2 desta e complementa a ação do fuzileiro-atirador. O binômio metralhador-granadeiro é a base de fogo da esquadra.



        O Fuzileiro-Atirador

        Cabe ao fuzileiro atirador o fogo de precisão da esquadra. Ele prove segurança ao núcleo de fogo da esquadra e trabalha como observador na busca de alvos para o este. São suas atribuições:


        • Efetuar fogo certeiro com seu fuzil e ser especialista em seu emprego, além de saber operar todas as armas da esquadra e poder substituir seus pares, atuando constantemente na segurança de sua equipe;
        • Ser capaz ocupar posições rapidamente de onde possa fazer fogo com eficácia, de dia ou à noite, utilizando os princípios de coberta e abrigo, fortificá-la e camuflá-la;
        • Ter habilidade de transpor obstáculos como campos minados, arame farpado, fossos e paredes, apoiar a lida com prisioneiros, feridos e equipes de demolição; 
        • Repassar ao seu líder toda a informação relevante que adquirir em ação ou que possa ser útil ao esforço da equipe;
        • Atuar em prol da saúde da equipe aplicando medidas de segurança médico-sanitárias ao seu alcance. bem como ter conhecimento de medicina básica de combate;
        • Estar ciente da missão de sua esquadra, pelotão e companhia.


        O Fuzileiro-Granadeiro

        O granadeiro prove a esquadra fogo de trajetória alta para bate ângulos mortos e forçar o inimigo a abandonar seu abrigo. Todos os soldados podem portar granadas de mão, mas o granadeiro é o único a poder lançar granadas a distâncias maiores (cerca de 300 a 400 m), pode ainda alvejar veículos levemente blindados, desdobrar barreiras de fumaça e iluminar ponto específicos do terreno. Deve ser especialista em seu lançador de granadas e suas munições, sabendo seus limites de segurança. e estar apto a desempenhar todas as funções dos outro integrantes da esquadra. Compõem o núcleo de fogo da esquadra com o metralhador.




        O Fuzileiro-Metralhador

        O metralhador fornece volume de fogo direto a esquadra e é o componente senior do núcleo de fogo da esquadra. Pode endereçar seus projéteis a qualquer tipo de alvo, menos àqueles abrigados ou providos de armadura. Deve poder ainda substituir qualquer outro integrante da esquadra. Devido a natureza de seu armamento de emprego coletivo, poderá portar uma pistola para defesa pessoal.

        O Líder de Esquadra

        As atribuições do líder já foram citadas e são invariáveis qualquer que seja o escalão. Ele deve receber suas ordens as cumprir com total liberdade de ação tendo sua iniciativa valorizada. Deve ter a capacidade de pensar rápido e agir demonstrando atitude, imediatismo e precisão, inerentes ao combate de infantaria. O líder ainda complementa a missão do atirador.

        Os movimentos da esquadra devem seguir a tradicional prática da infantaria de mover-se rapidamente de um ponto a outro quando o companheiro estiver fazendo fogo, e ao chegar lá fazer fogo para que este possa mover-se. Atirar e manobrar. Todo cuidado deve ser tomado para não se atravessar a linha de fogo dos companheiros.

        O Grupo de Combate (GC) ou Esquadrão

        O grupo de combate (Squad no US Army)  é formado por 2 esquadras mais um sargento Líder (SL no US Army). Quando embarcados cabem em um IFV ou helicóptero de manobra. É a célula base que o comandante de pelotão usa para manobrar. O sargento comandante de GC tem 2 equipes (esquadras) a disposição e as usa em conjunto; enquanto uma atira a outra manobra.















        O líder de GC desempenha as tarefas de líder já citadas, deve ser capaz de substituir o adjunto de pelotão desempenhando todas as suas tarefas e solicitar e ajustar apoio de fogo.

        O Atirador de Precisão Designado

        Um GC pode ser reforçado por um atirador designado (SDM no US Army) pelo comandante do pelotão, quando for necessário. Este atirador deve estar especialmente treinado em fogo de precisão. Não são franco-atiradores e nem operam nos alcances limite destes, e muito menos de forma autônoma, mas como componentes do GC e sob as ordens de seu líder. Usam armas disponíveis na unidade com mira ótica reforçada.




        Ele deve ser escolhido por suas habilidades de tiro, maturidade, experiência, confiabilidade e bom senso. Sua função é a de alvejar alvos de alto valor como oficiais, radio-operadores, metralhadores, atiradores de precisão, operadores de lançadores de rojão e outros. Devem ter a capacidade de alvejar alvos fugazes e expostos por curtos períodos de tempo, em frestas e fendas, parado e em movimento. Pode-se designar um atirador por esquadra no lugar do fuzileiro-atirador, criando-se duas equipes equilibradas e altamente flexíveis, capazes de atingir alvos em distâncias superiores às usuais.

        Estes atiradores devem receber treinamento especial no uso de miras telescópicas, tiro de veículos, tiro em movimento, tiro noturno, tiro de engajamento rápido, tiro em combate aproximado (close combat), tiro em até 600 metros, posições de tiro não usuais e tiro de alvo em movimento a longa distância.

        O emprego destes atiradores é particularmente indicado em situações onde a precisão é mais importantes que o volume de fogo, como em situações de contra-insurgência, em áreas urbanos a fim de não alvejar civis, em alcances fechados de necessidade imediata, quando o inimigo também os está empregando, situações diversionárias, vigilância de setores e corredores específicos, entre outras.

        O Grupo de Armas de Apoio


        O grupo de armas de apoio é formado por 2 equipes de metralhadoras médias e 2 equipes de fogo pesado com lançadores de rojões de grande calibre, mais um líder de equipe.



        Os Metralhadores

        As equipes de metralhadoras médias são compostas cada uma por um metralhador e um metralhador assistente que portam armas de maior potência que as metralhadoras ligeiras que equipam as esquadras, com alcances de até 1.000 metros, fornecendo fogo de supressão de médio alcance. Ao metralhador e seu assistente cabem colocar uma metralhadora média em ação, cuidar de sua manutenção, conhecer sua doutrina de emprego e seu comportamento balístico. Devem ainda assistir seu líder quanto ao emprego da arma, bem com estar apto a substituí-lo, além de conhecer a missão de seu pelotão e companhia. Ao assistente cabe estar apto a assumir o controle da arma se necessário, controlar o fornecimento de munição e trabalhar na designação de alvos ao metralhador sênior.




        Os Operadores de Lançadores de Rojões

        As equipes de lançadores de rojões são compostas por 1 atirador e 1 assistente. Estas equipes podem operar lançadores de foguetes (rojões) como o AT-4 ou Carl Gustav, ou ainda mísseis leve como Javelin. Elas fornecem ao pelotão uma significativa capacidade anticarro, bem como poder de fogo contra posições fortificadas, em alcances médios. Cabe aos membros da equipe as mesmas funções das equipe de metralhadores, e ao assistente em especial, o gerenciamento no fornecimento de munição. A estas equipes poderão ser alocados mísseis anticarro de maior potência se assim for necessário.

        O Líder do Grupo de Armas de Apoio

        O líder deste grupo é o substituto natural do adjunto do pelotão e deve conhecer todas as suas atribuições. As demais funções do lider são as mesma já elencadas. Cabe a eles aconselhar diretamente o líder do pelotão quanto ao plano de fogo deste grupo, o gerenciamento do fornecimento de munição do pelotão em auxílio ao sargento adjunto e ao planejamento de emprego das armas de seu grupo.