VETERANOS OPERAÇÕES ESPECIAIS

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Postos e Graduações

Posto é o grau hierárquico do oficial, conferido por ato do Presidente da República ou do Ministro de Força Singular e confirmado em Carta Patente. O posto de Almirante somente será provido em tempo de guerra.
Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pela autoridade militar competente. Os Guardas-Marinha, os Aspirantes-a-Oficial e os alunos de órgãos específicos de formação de militares são denominados praças especiais. Os Guardas-Marinha também farão parte da Oficialidade, porém com as restrições inerentes à sua situação de Praças Especiais.
A precedência entre militares da ativa do mesmo grau hierárquico, ou correspondente, é assegurada pela antiguidade no posto ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei. A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção, nomeação, declaração ou incorporação, salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.
 

Oficiais


Generais

Almirante
 
Almirante de Esquadra
 
Vice-Almirante
 
Contra-Almirante

Superiores

Capitão de Mar e Guerra
Capitão de Fragata
 
Capitão de Corveta

Intermediários

Capitão-Tenente

Subalternos

Primeiro-Tenente
 
Segundo-Tenente
 
Guarda-Marinha (Praças Especiais)



Praças




Suboficial
Primeiro-Sargento

Segundo-Sargento

Terceiro-Sargento


Cabo

Marinheiro

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS - A ORIGEM



No ano 1071 os turcos mulçumanos tomaram Jerusalém. Na Europa, a Igreja Católica organizou expedições militares em direção à Terra Santa, com o objetivo oficial de reconquistar os territórios sagrados de sua religião. Essas expedições foram denominadas Cruzadas, pelo fato de que seus peregrinos usavam uma cruz nas vestimentas e bandeiras. 
No ano 1118, Jerusalém já era um território cristão. Assim, nove monges veteranos da primeira Cruzada, entre eles Hugh de Payen, dirigiram-se ao rei de Jerusalém Balduíno I e anunciaram a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros.
Dentro de suas possibilidades, se encarregariam da segurança dos peregrinos que transitavam entre a Europa e os territórios cristãos do Oriente. Os membros fizeram votos de pobreza pessoal, obediência e castidade. 
A esta altura, constituída não apenas por religiosos mas principalmente por burgueses, os Templários se sustentavam através de uma imensa fortuna que provinha de doações dos reinados. Durante um período de quase dois séculos, a Ordem foi a maior organização Militar-Religiosa
do mundo.Suas atividades já não estavam restritas aos objetivos iniciais.
Os soldados templários recebiam treinamento bélico; combatiam ao lado dos cruzados na Terra Santa; conquistavam terras; administravam povoados; extraíam minérios; construíam castelos, catedrais, moinhos, alojamentos e oficinas; fiscalizavam o cumprimento das leis e intervinham na política européia. Além de aprimorarem o conhecimento em medicina, astronomia e matemática. Houve até mesmo a criação de um sistema semelhante ao dos bancos monetários atuais. 
Ao iniciar a viagem para a Terra Santa, o peregrino trocava seu dinheiro por uma carta de crédito nominal que lhe era restituída em qualquer posto templário. 
Assim, seus bens estavam seguros da ação de saqueadores.
O poder dos Templários tornou-se maior que a Monarquia e a Igreja.  
As seguidas derrotas das Cruzadas no século XIII, comprometeram a atividade principal dos Templários, e a existência de uma Ordem Militar com tais objetivos já não era necessária.  
Neste mesmo período, o Rei Felipe IV -  O Belo - comandava a França. Felipe IV devia terras e imensas somas em dinheiro aos Templários. 
Assim, propôs ao arcebispo Beltrão de Got uma troca de favores. 
O monarca usaria sua influência para que o religioso se tornasse Papa. 
Por sua vez, Beltrão de Got se comprometeria a exterminar a Ordem dos Templários assim que alcançasse o papado. 
No ano de 1305, Beltrão de Got sobe ao Trono de São Pedro como o Papa Clemente V.
O processo inquisitório contra os Templários se estendeu por vários anos sob
torturas e acusações diversas, como heresia, idolatria, homossexualismo e
conspiração com infiéis. Por volta do dia 20 de setembro de 1307 Filipe VI 
enviou cartas lacradas a todos os senescais do reino com ordens expressas 
de que somente fossem abertas na noite de quinta-feira 12 de outubro. 
Quando as cartas foram simultaneamente abertas, a ordem expressa do rei resumia-se em: 
os Templários são acusados de graves heresias e crimes.
Na madrugada de sexta-feira 13 de outubro de 1307 todos Foram aprisionados e postos a ferros.
Daí a crença de que toda a sexta-feira 13 é um dia de azar.
Na França, o último Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay, e outros 5 mil cavaleiros foram
encarcerados pelos soldados do Rei Felipe.
No entanto, ao tentar apoderar-se do precioso segredo que a Ordem dos Templários 
possuía no seu tesouro, Filipe VI encontrou uma decepção: a frota de navios Templários
ancorados na França desaparecera misteriosamente para nunca mais ser vista.
Finalmente, em 18 de março de 1314, Jacques de Molay, aos 70 anos de idade, 
foi levado à fogueira da Santa Inquisição às margens do Rio Sena, em Paris.

Foram essas as suas últimas palavras:
"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL!!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE
NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE AO TRIBUNAL DE DEUS
DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS!
TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!"
Clemente V morreu trinta e três dias depois e o Rei Felipe, o Belo, em pouco mais de
seis meses. Dizem as lendas, que a frota se dirigiu para Portugal, onde sabia contar
com forte proteção.
Perante as ordens do Papa no sentido de extinguir os Templários e executar os seus
cavaleiros, o rei D. Dinis instaurou um processo de inquérito de forma a averiguar
sobre a culpa ou inocência desses cavaleiros. O inquérito concluiu, (como seria de
esperar), que os cavaleiros da Ordem dos Templários estavam inocentes de todas as
acusações. Em virtude disso, nenhuma morte ocorreu.
Mais que isso, o rei português resolveu o assunto com aguda habilidade diplomática:
Retirou todos os bens materiais da Ordem dos Templários, e transferiu-os para uma
nova ordem que criou ao abrigo da coroa Portuguesa.
Deu a essa nova ordem o nome de Ordem de Cristo, cujo o símbolo era precisamente a
Famosa Cruz da Cristo vermelha num fundo branco. Em 1319, nascia assim a Ordem de
Cristo, provavelmente um dos últimos redutos na Europa onde os templários
continuaram a existir e a viver na persecução das suas santas metas, e conservando os
seus míticos segredos.
Contam as lendas que os templários estiveram ocultamente envolvidos nas aventuras
Marítimas portuguesas. Há mapas incluindo o Brasil desde 1389.
Infante D. Henrique, Pedro Alvares Cabral, Vasco da Gama entre outros,
foram todos eles membros da Ordem de Cristo, ou seja: Templários.

As naus que aportaram no Brasil traziam a bandeira desta nova Ordem. Pedro Álvares Cabral seria não apenas um navegador, mas um dos altos comandantes da Ordem de Cristo, que fez uso dos mapas e cartas de navegação templárias para "descobrir" o Brasil.
Rezam as lendas que a Ordem dos Templários assim se instalou no Brasil ate aos dias de hoje. Inúmeros símbolos de municípios no Brasil possuem ainda hoje ícones que são de inspiraçãotemplária
Atualmente, os Templários estão presentes em diversos países, onde se dedicam à atividades em prol do bem-estar moral e material da civilização e progresso do ser humano. 
Propugnam a ajuda a orfanatos, o amparo à velhice e às crianças desamparadas, o estímulo moral e material às ciências e às artes em geral.
E, acima de tudo, sendo uma ordem de caráter ecumênico, não faz distinção de raça, credo, nacionalidade e de estirpe, respeitando em qualquer caso, as leis e as tradições de todos os povos e de todos os países por onde estendem suas atividades. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

APH Tático: O que mata é a Hemorragia. (Por: Professor Lemuel Araújo.)

No contexto do Atendimento Pré-Hospitalar Tático, verificamos um cenário operacional complexo, com o envolvimento de diversos fatores, capazes de provocar agravo a saúde e comprometer a integridade física da vítima, levando-a muitas vezes a óbito.

Porém observamos pela revisão de literatura, orientados pela medicina baseada em evidências, bem como pela experiência própria, adquirida em atividades de campo, que é de consenso geral, o conceito de que o principal fator causal de óbitos é a hemorragia.

APH Tático: Figura 1 imagem obtida em https://loadoutroom.com/wp-content/uploads/2015/08/Medic-Kit.jpg



A Hemorragia por si só, responde pelos óbitos de mais de 90% das vítimas em combate, que não morrem imediatamente no momento do trauma. Sendo seguida por obstrução de vias aéreas e Pneumotórax hipertensivo. 

(o quadro a seguir apresenta informações estatísticas do Exército Americano, publicada em 2012.)


APH TÁTICO - Figura 2informações estatísticas do Exército Americano, publicada em 2012


Portanto, é ponto pacifico e existe o consenso geral, de que não importa o quão sofisticado seja o atendimento da vítima, ou se existem todos os tipos de equipamentos presentes e disponíveis, se não houver treinamento adequado e intervenção imediata em campo, no objetivo de conter a hemorragia, a vítima irá evoluir para óbito em minutos.
APH Tático - Figura 4 - Torniquete.

Verifica-se portanto que um dos itens que mais pode fazer diferença no atendimento de vítimas em ambiente Tático / de Combate, é um simples torniquete.

APH Tático- Figura 4 imagem retirada de http://emssolutionsint.blogspot.com.br/2013/01/torniquete-inguinal-de-combate-croc.html


 Veja
Bibliografia online:

Management of Junctional Hemorrhage in Tactical Combat Casualty Care: TCCC Guidelines?Proposed Change 13-03.



Management of Junctional Hemorrhage in Tactical Combat ...

www.jsomonline.org/FeatureArticle/2013485Kotwal.pdf
“Management of Junctional Hemorrhage in Tactical Combat Casualty Care TCCCGuidelines–Proposed

Management of External Hemorrhage in Tactical Combat Casualty ...

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25344707
Bennett BL, Littlejohn LF, Kheirabadi BS, Butler FK, Kotwal RS, Dubick MA, Bailey JA. 





(O Professor Lemuel Araújo, é Policial Civil, Operador Tático de Emergências Médicas – OTEM, especialista em APH Tático e Resgate Aeromédico e Diretor Operacional da ATAC Treinamentos -http://www.medicotatico.com.br )

terça-feira, 7 de novembro de 2017

LESÕES POR PARAQUEDISMO

Artigo Original
Prevalência de lesões músculo-esqueléticas em militares paraquedistas
Prevalence of muscle-skeleton lesions in militaries parachutists

Adriane Barbosa Gomide, Andrey Tavares de Oliveira Penido
Fisioterapia da Universidade Católica de Goiás, Goiânia - GO.
Fábia Maria Oliveira Pinho
Docente do Departamento de Medicina e do Departamento de Fisioterapia da Universidade Católica de Goiás.
Trabalho realizado na Universidade Católica de Goiás, Goiânia - GO.

Endereço para correspondência:
Fábia Maria Oliveira Pinho
Universidade Católica de Goiás. Departamento de Medicina.
Avenida Universitária, 1440 - Setor Universitário
CEP 74605-010 - Goiânia - GO
Tel.: (62) 3946-1486
E-mail: fabia@ucg.br e pinhofabia@bol.com.br

Recebido para publicação em 07/2007.
Aceito em 12/2007.

© Copyright Moreira Jr. Editora.
Todos os direitos reservados.

RBM Out/10 V 67 N 10

Indexado LILACS: S0034-72642010005800002

Unitermos: prevalência, paraquedismo militar, lesões músculo-esqueléticas, fisioterapia
Unterms: prevalence, military parachutist, muscle-skeleton lesions, physiotherapy

Numeração de páginas na revista impressa: 359 à 365

RESUMO


A prática do paraquedismo pode causar frequentes lesões músculo-esqueléticas em seus praticantes. Há uma escassez de publicações científicas nacionais e raros estudos internacionais sobre a prevalência de lesões músculo-esqueléticas entre militares paraquedistas. Objetivo: Este estudo teve por objetivo definir a prevalência e descrever as características de lesões músculo-esqueléticas que acometem militares paraquedistas, bem como determinar prováveis fatores de risco associados. Casuística e método: A presente pesquisa foi um estudo descritivo e transversal, constituída por 163 militares paraquedistas integrantes da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro, situada na cidade de Goiânia/GO. Para o levantamento de dados foi utilizado um questionário autoreferido composto de questões referentes ao perfil do militar e de sua prática no paraquedismo, características das lesões músculo-esqueléticas ocorridas e possíveis fatores de risco relacionados. Resultados: Os resultados demonstraram uma elevada prevalência de lesões músculo-esqueléticas em militares paraquedistas, 50,3%. As lesões mais frequentes foram a distensão muscular e o entorse. O local mais afetado por tais lesões foi o joelho, seguido por tornozelo e coluna vertebral. A situação de risco mais referida foi a aterragem, durante o momento do adestramento. O tempo de atividade no paraquedismo foi o único fator de risco estatisticamente significante. Conclusão: Futuras pesquisas são necessárias com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e prolongar a vida profissional destes militares que têm a honrada função de defender a Nação.

INTRODUÇÃO

O paraquedismo é uma atividade praticada por vários grupos, incluindo militares, esportistas radicais e grupos de resgate(1).

Existem dois tipos de prática no paraquedismo: o civil e o militar. O paraquedismo civil é praticado por pessoas comuns, geralmente esportistas, que têm o paraquedismo como um esporte radical ou competitivo, podendo este ser individual ou coletivo(2). O paraquedismo militar, praticado por militares rigorosamente treinados para esse tipo de atividade, desempenha diversas missões, variando desde treinamento, resgate, combate, destruição, inquietação, infiltração até, em tempos de paz, serviços de solidariedade(3). Outra diferença é que o paraquedista civil salta normalmente em condições favoráveis, enquanto o paraquedista militar não escolhe o momento dos saltos e sim quando a missão exige(4).

O paraquedas é simplesmente um meio que conduz o soldado aeroterrestre para o combate. O paraquedas proporciona a redução da queda de um corpo e o estabiliza durante a descida, particularmente, antes de sua aterragem(3).

O paraquedas principal é composto por velame, cordões de suspensão, tiras de suspensão, arnês, invólucro, saco de desenvolvimento e tira estática. O velame é de náilon de fraca porosidade e tem uma superfície de 74 m². O tempo de abertura do paraquedas varia entre três e quatro segundos. O paraquedas reserva é constituído por piloto extractor, velame, cordões de suspensão, invólucro e punho de comando. O velame de náilon tem uma área de 52 m². Todo o conjunto tem uma duração de utilização de 15 anos ou 125 saltos e deve ter revisões a cada dois meses(5,6).

Os paraquedas são classificados em de pessoal e de carga, de acordo com a sua utilização. Atualmente este instrumento pode ser utilizado como salva-vidas, lançamento de tropa ou suprimento e extração de carga do interior do avião(3).

Os paraquedas mais utilizados, para lançamento de pessoal pelo Exército Brasileiro, são os modelos T-10B, que possui uma forma parabólica, com peso estando dobrado de 13,6 kg e capacidade de carga de 136,2 kg o MC1-1C de fabricação norte-americana, com peso dobrado de 13,1 kg e capacidade de carga de 158,9 kg. O modelo do paraquedas é escolhido de acordo com o grau de adestramento do militar e com a missão a ser executada(3).

Os equipamentos e armamentos transportados pelos militares paraquedistas durante os saltos são, além do paraquedas, capacetes, óculos, porta-carregadores, porta-curativos, cantil, mochila, Para-FAL (fuzil automático leve), pistola, faca, bem como equipamentos e armamentos específicos para cada missão(3).

O primeiro passo para que o militar se torne paraquedista é o curso básico ou estágio de paraquedista, que visa habilitar oficiais, subtenentes, sargentos, cabos e soldados para o desempenho dos cargos e funções de paraquedista militar nas organizações militares das Brigada de Infantaria Paraquedista e Brigada de Operações Especiais(5). O curso básico paraquedista serve como um teste de entrada aos que desejam servir nas tropas paraquedistas e de operações especiais do Exército Brasileiro(4).

O paraquedismo exige de seu praticante, tanto civil quanto militar, adequado preparo físico e integridade do sistema músculo-esquelético. A prática do paraquedismo pode causar frequentes lesões músculo-esqueléticas em seus praticantes. Estudos internacionais demonstram alta prevalência deste tipo de lesão tanto entre paraquedistas civis quanto militares(7,8). Segundo essas pesquisas, as lesões músculo-esqueléticas mais prevalentes são do tipo fraturas, entorses e luxações, sendo os membros inferiores os mais acometidos, principalmente tornozelos(7, 9-11). Mais de 50% das lesões decorrentes da prática do paraquedismo são consideradas graves e o tempo médio de licença médica para tratamento e reabilitação é de 17 semanas(12).

Há uma escassez de publicações científicas nacionais e poucos estudos internacionais sobre a prevalência de lesões músculo-esqueléticas entre militares paraquedistas.

Portanto, este estudo tem por objetivo definir a prevalência e descrever as características de lesões músculo-esqueléticas, bem como determinar prováveis fatores de risco associados a estas lesões, que acometem militares paraquedistas.

CASUÍSTICA E MÉTODO

Esta pesquisa foi um estudo descritivo e transversal. A população de estudo foi constituída por militares paraquedistas integrantes da Brigada de Operações Especiais, situada na cidade de Goiânia/GO. A Brigada de Operações Especiais, única no Exército Brasileiro, tem por característica sua prontidão para seu emprego em todo o território nacional, como um todo ou em parte, atuando para cumprir uma grande gama de missões, em qualquer terreno, tanto no país como no exterior.

Para o levantamento de dados se utilizou um questionário auto-referido, aplicado pessoalmente a cada militar paraquedista nas dependências da referida Brigada. Antes da aplicação do questionário, em setembro de 2006, foi realizada pelos pesquisadores do estudo uma breve elucidação sobre a importância e os objetivos do trabalho, enfatizando o anonimato e o sigilo, conforme a portaria 196/96 do Conselho Nacional de Saúde Brasil, Ministério da Saúde, e a necessidade da veracidade das respostas.

O questionário de coleta de dados constou de questões fechadas de múltipla escolha e abertas em que se procurou conhecer: perfil do militar e de sua prática no paraquedismo, características das lesões músculo-esqueléticas (frequência, tipo, local, situação, tratamento e demais questões relevantes) e possíveis fatores de risco relacionados a este tipo de lesão.

O projeto foi devidamente aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Católica de Goiás (Nº do DOC do CEP: 0363, aprovado em 12/07/2006). Foram incluídos no estudo apenas os militares que aceitaram, de forma escrita, o consentimento livre e esclarecido.

A base de dados para análise estatística foi construída em planilha de Excel (Office versão 2000). Os dados obtidos foram processados e analisados com o auxílio dos programas de software Graphpad Instat versão 3.0 e SPSS data editor versão 8.0. Os dados foram expressos em mediana (faixa de variação) e percentual (%). Para a definição dos fatores de risco associados foi utilizada análise de regressão logística com teste quiquadrado (X2), inclinação de reta (B) e odds ratio (OR). O valor p< 0.05 foi considerado para indicar significância estatística.


RESULTADOS

Na Brigada de Operações Especiais existe um total aproximado de 300 militares paraquedistas. Destes, 163 (54,3%) responderam ao questionário.



* Somente os sujeitos que sofreram lesão responderam esta questão, sendo que poderiam marcar mais de uma alternativa.

A população estudada foi distribuída em três grupos (Grupo I, II e II) segundo a função que exerciam na Brigada de Operações Especiais no momento da pesquisa, como expresso na Tabela 1.
Os militares paraquedistas eram todos do gênero masculino, com mediana de idade de 23 anos (faixa de variação: 19-52 anos), peso de 72 kg (faixa de variação: 56-110 kg), altura de 175 cm (faixa de variação: 152-190 cm) e tempo de paraquedismo de 1,4 ano (faixa de variação: 0-26 anos). Quanto à cor da pele, 35,0% (57) se consideravam de cor branca, 45,4% (74) de cor parda e 19,6% (32) de cor preta.

No que tange aos cursos realizados pelos militares analisados, temos que todos realizaram o curso básico paraquedista, 45,4% ações de comando e 23,3% realizaram curso de salto livre.
A Tabela 2 mostra o número e os tipos de saltos realizados pelos entrevistados.

Os tipos de paraquedas mais utilizados pelos militares da referida Brigada foram o T 10-B com 93,9% (153) e o MC1-1C com 87,7% (143).

Do total de 163 militares paraquedistas questionados, 82 sofreram algum tipo de lesão durante a prática do paraquedismo, perfazendo uma prevalência de 50,3% de lesões músculo-esqueléticas nestes profissionais.
De 10.654 saltos realizados pelos militares paraquedistas e contabilizados pela presente pesquisa foram registradas 82 lesões músculo-esqueléticas. Deste modo, a taxa de lesão em relação ao número de saltos foi de 0,78% ou 7,8/1.000 saltos.

A Tabela 3 evidencia que 51,2% dos militares pertencentes ao grupo I sofreram algum tipo de lesão músculo-esquelética durante a prática do paraquedismo militar, 48% do grupo II e 47,4% dos militares do grupo III. Vale ressaltar que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p >0.5).

Quanto ao número de vezes que estes profissionais lesionaram, um percentual de 76,8% lesionou uma a duas vezes, 18,3% lesionou de três a quatro vezes e 4,9% lesionou mais de cinco vezes durante a prática paraquedista.
Fraturas, rupturas de ligamentos, entorses, lesões de menisco, hérnia discal, compressão medular, distensão muscular, tendinites/bursites, choques/colisões e lacerações/perfurações foram os tipos de lesões questionados pela pesquisa. Pode-se notar na Figura 1 que o tipo mais frequente de lesão foi a distensão muscular (25,5%), seguido de entorse (22,9%) e choques/colisões (21,6%).

No que tange aos locais onde ocorreram mais frequentemente às lesões músculo-esqueléticas, o joelho (23,4%) e o tornozelo (20,3%) foram os mais referidos pelos participantes da pesquisa, como indica a Figura 2.

Os momentos referidos pelos militares paraquedistas nos quais eles mais lesionaram foram 56,5% durante o adestramento, 39,8% durante os cursos e estágios e 3,7% durante outros momentos.
Questionou-se aos militares à qual situação se atribuiu a ocorrência de sua lesão sofrida durante a prática do paraquedismo. Os resultados estão expressos na Tabela 4.

Para se determinar os fatores de risco relacionados à ocorrência de lesões músculo-esqueléticas na população estudada, foi utilizado um modelo de regressão logística com análise univariada. Os resultados estão expressos na Tabela 5.

O único fator de risco estatisticamente significante foi o tempo de paraquedismo, ou seja, quanto maior o tempo de paraquedismo, maior a chance do militar sofrer uma lesão músculo-esquelética.

Quanto ao tipo de tratamento utilizado pelos militares paraquedistas que sofreram algum tipo de lesão músculo-esquelética, 38,7% realizaram tratamento medicamentoso, 27,4% fisioterapia, 24,5% nenhum tratamento, 6,6% cirurgia e 2,8% realizaram outros tipos de tratamento.


Figura 1 - Tipos de lesões referidas pelos militares paraquedistas da Brigada de Operações Especiais, durante a prática do paraquedismo. Goiânia - GO, 2006.


Figura 2 - Locais das lesões referidas pelos militares paraquedistas da Brigada de Operações Especiais, durante a prática do paraquedismo. Goiânia - GO, 2006.


B: Inclinação da reta c²: teste quiquadrado p< 0.05 tem significância OR: odds ratio.

DISCUSSÃO

A presente pesquisa foi realizada na Brigada de Operações Especiais, situada na cidade de Goiânia, cujo contingente de militares paraquedistas é de aproximadamente 300 efetivos. Obteve-se 54,3% de respostas aos questionários aplicados aos militares no período de agosto a setembro de 2006. Durante os dois meses de coleta de dados foram realizados na Brigada um grande número de missões e de outros eventos, o que impossibilitou um maior percentual de questionários respondidos.

A população do estudo constou de indivíduos jovens, todos do sexo masculino, sendo a maioria soldados ou cabos com pouco tempo de atividade no paraquedismo militar. O gênero masculino é predominante no exército, tanto nacional quanto internacional, porém existe uma crescente presença da figura feminina entre os militares, inclusive atuando no paraquedismo. Estudos demonstram que as militares têm ocupado, aos poucos, seu espaço dentro da atividade paraquedista(13).

Na distribuição entre grupos, observou-se uma predominância do grupo I, constituído de soldados e cabos, com 73%. Este achado é condizente com a população jovem estudada, iniciantes na carreira militar e com pouco tempo de atividade paraquedista.

Com relação aos cursos de paraquedismo, todos os militares do estudo realizaram o curso básico de paraquedismo. Este dado não foi surpresa, pois este curso é requisito para a prática do paraquedismo militar.

Quanto ao número de saltos, obteve-se um predomínio de saltos semiautomáticos (61,7%), seguido pelos saltos livres (38,3%), num total de 10.654 saltos. Este percentual dominante de saltos semiautomáticos pode ser explicado pelo fato de ser o tipo de salto que ensinam durante o curso básico. Além disso, somente 23% da amostra estudada realizaram o curso de salto livre, onde ensinam esse tipo de salto.

Os saltos semiautomáticos são aqueles nos quais o dispositivo de abertura do paraquedas é preso por uma fita à aeronave. Assim que o paraquedista salta, essa fita é tracionada e promove a abertura automática do paraquedas. Já nos saltos livres, o acionamento de abertura do paraquedas é realizado pelo próprio paraquedista(14).

Os tipos de paraquedas mais utilizados foram os T10-B (93,9%) e MC-1 (87,7%). Estes tipos de paraquedas são os mais utilizados pelos militares para os saltos semiautomáticos, que foram os mais praticados.

Esta pesquisa demonstrou uma prevalência de 50,3% de lesões músculo-esqueléticas nos militares paraquedistas. A taxa de lesão pelo número de saltos realizados foi de 7,8 lesões/1.000 saltos. Um estudo realizado por Hallel e Naggan, feito no Exército Israelense, mostra uma taxa de 6,2 lesões/1.000 saltos(15). Outro estudo realizado no Exército dos Estados Unidos demonstra uma taxa de 8,1 lesões/1.000 saltos(16). Desse modo, a prevalência obtida neste estudo corrobora com os resultados de pesquisas internacionais anteriormente publicadas.

Quando se analisa somente os militares que sofreram algum tipo de lesão músculo-esquelética, 51% pertenciam ao grupo I, 48% ao grupo II e 47% ao grupo III, sem diferença estatisticamente significante entre os grupos. Este resultado demonstra que o posto/graduação do militar não pode ser considerado um fator de risco para sofrer este tipo de lesão. Vale destacar que três quartos da população que se lesionou durante a prática do paraquedismo o fez por uma ou duas vezes, demonstrando não ser uma lesão ao acaso.

O tipo de lesão que mais acometeu os militares paraquedistas foi a distensão muscular (25,5%), seguido de entorse (22,9%) e choques/colisões (21,6%). Glorioso e cols. descreveram fraturas (35,5%) e entorses (34,7%) como as lesões mais frequentes entre militares paraquedistas do Exército dos Estados Unidos(7). Já Bar-Dayan e cols., de Israel, citam que as entorses, escoriações e distensões musculares são as lesões mais prevalentes entre esses profissionais(11).

Os locais das lesões mais frequentemente referidos pelos sujeitos do presente estudo foram os joelhos (23,4%), seguido pelos tornozelos (20,3%) e coluna vertebral (13,9%). Outros estudos corroboram com os achados do presente estudo, relatando predominância de lesões em membros inferiores(7), principalmente em joelhos(16,17), tornozelos(11,12,15,17) e coluna vertebral(7,15).

O momento referido pelos militares paraquedistas, no qual eles mais se lesionaram, foi durante o adestramento (56,5%). Isto pode ser parcialmente explicado pelo fato de que durante o adestramento, comparado com cursos/estágios, os militares saltam com mais frequência e em locais onde o relevo é irregular. Hallel e cols. referem, em seu estudo, que durante o adestramento ocorre o dobro de lesões em comparação durante os cursos/estágios(15).

Quando questionados sobre quais as situações que contribuíram para a ocorrência de lesões sofridas durante a prática do paraquedismo, os militares apontaram a aterragem como a situação mais referida (32,7%) e os obstáculos na aterragem como o fator mais citado (14,8%). Estes achados corroboram com resultados obtidos em pesquisas anteriormente publicadas na literatura internacional que revelam a aterragem como o momento onde mais frequentemente ocorre lesões durante a prática do paraquedismo(7,12,15,17,18). Outros fatores também citados, neste estudo, foram dificuldades na abertura do paraquedas (10,5%), direção e velocidade do vento (8%) e visibilidade ruim (8%). Ellitsgaard e cols. apontam que cerca de 10% das lesões em paraquedistas são devido a falhas na abertura do paraquedas, geralmente por inexperiência do praticante(18). Já Lillywhite cita peso do equipamento, direção e velocidade do vento e saltos noturnos como fatores de risco para ocorrências de lesões durante o paraquedismo(19).

Pode-se inferir que a aterragem é um momento de risco para a ocorrência de lesões músculo-esqueléticas em paraquedistas. É nesse momento que o paraquedista chega ao solo e, devido ao impacto sofrido pelo corpo, podem ocorrer lesões como entorses e distensões musculares, principalmente nos membros inferiores, como foi observado na presente pesquisa.
Dentre os fatores de risco analisados, apenas o tempo de paraquedismo teve significância para a ocorrência de lesão músculo-esquelética, sendo que a razão de risco mostrou que quanto maior o tempo de paraquedismo, maior o risco de ocorrer lesão. Os demais fatores como idade, peso, altura e quantidade de saltos não apresentaram significância estatística. Alguns estudos apontam o peso corporal, idade e gênero do paraquedista como fatores de risco para ocorrência de lesões(16,17,20). Outros fatores também citados na literatura científica são o peso do equipamento, não utilização de protetores de tornozelos pelos paraquedistas, alta velocidade do vento, saltos noturnos e saltos de aeroplanos(7,8).

Os resultados também demonstraram que um quarto da população estudada negligenciou o tratamento de suas lesões músculo-esqueléticas. Isso possivelmente se deveu pelo fato do maior número de lesões terem sido distensões musculares e entorses, lesões estas geralmente consideradas pela população geral como não grave e, portanto, sem necessidade de assistência médica ou fisioterapêutica. Vale lembrar que a fisioterapia age nesses tipos de lesões reduzindo consideravelmente o tempo de recuperação e evitando possíveis complicações secundárias e/ou recidivas.

Smith e Reischl afirmam que 80% dos indivíduos que sofrem lesão por entorse continuam a sofrer repetição da lesão e, destes, 50% apresentam sintomas residuais(21). Alguns estudos demonstram que um programa de reabilitação, em casos de entorses, proporciona restauração da força e da cinestesia muscular, promove estabilidade dinâmica a uma articulação potencialmente instável, minimizando, assim, o risco de novas lesões. Além disso, a inclusão da movimentação imediata e das atividades funcionais da articulação afetada garante um retorno mais rápido às atividades diárias(21-23). Já o tratamento fisioterapêutico para distensões musculares proporciona controle da inflamação e um aumento gradativo do esforço muscular através da amplitude de movimento, da flexibilidade e da melhora da força, restaurando, assim, a função e o comprimento muscular, o que reduzirá a probabilidade de uma nova lesão(24).

Infelizmente, a utilização da fisioterapia foi baixa, menos de 30% da população estudada. A baixa adesão ao tratamento fisioterapêutico pode ser explicada pelo pouco conhecimento da população em relação às suas áreas de atuação e à resistência de alguns médicos em encaminhar seus pacientes para esse tipo de tratamento.

Com os resultados deste estudo, demonstrando uma alta prevalência de lesões músculo-esqueléticas entre militares paraquedistas, faz-se urgentemente necessário que se amplie os objetivos da fisioterapia existente na guarnição, oferecendo além do tratamento curativo, também um programa preventivo, voltado, principalmente, para tais profissionais.

Deste modo, a implantação da fisioterapia preventiva poderia reduzir potencialmente a prevalência de lesões músculo-esqueléticas sofridas pelos militares paraquedistas. Esta prevenção mantém a integridade do sistema osteomioarticular, evitando novas lesões, proporciona menor tempo de tratamento e, consequentemente, menor período de afastamento dos serviços militares, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida e maior tempo de atividade paraquedista para tais profissionais.

CONCLUSÃO

A partir da pesquisa realizada na Brigada de Operações Especiais, concluiu-se que a prevalência de lesões músculo-esqueléticas em militares paraquedistas foi elevada, 50,3%. As lesões mais frequentes foram a distensão muscular e o entorse. O local mais afetado por tais lesões foi o joelho, seguido por tornozelo e coluna vertebral. A situação de risco mais referida pelos militares paraquedistas foi a aterragem, durante o momento do adestramento. O único fator de risco estatisticamente significante foi o tempo de atividade do paraquedista.

A relevância desse estudo se deu pelo seu caráter inédito, visto que não existia até o momento publicações a respeito deste tema em revistas nacionais indexadas. Esta pesquisa teve o intuito de ampliar e atualizar a restrita literatura científica já publicada sobre o tema e mostrar ao Exército Brasileiro o quanto é importante e elevada a ocorrência de lesões músculo-esqueléticas em militares paraquedistas.

Vale destacar que este estudo ratificou a necessidade de realização de novas investigações destinadas a avaliar, mais detidamente, os problemas aqui observados de forma descritiva. Futuras pesquisas são necessárias com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e prolongar a vida profissional destes militares que têm a honrada função de defender a Nação.


Bibliografia
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4. Gama JC. Coronel do Exercito Brasileiro e Chefe do Estado Maior da Brigada de Operações Especiais. Data da entrevista: 12/09/06 [Comunicaçãopessoal].
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12. Amamilo SC, Samuel AW, Hesketh KT, Moynihan FJ: A Prospective Study of Parachute Injuries in Civilian. J Bone Joint Surgm 1987 69(1): 17-9.
13. Amoroso PJ, Bell NS, Jones BH: Injury Among Female And Male Army Parachutists. Aviat Space Environ Med.1997 68(11):1006-11.
14. Júnior ANP. Capitão do Exército Brasileiro, Cosentino LF. 1º Sargento do Exército Brasileiro. Data da entrevista: 12/09/06. [Comunicação pessoal].
15. Hallel T, Naggan L: Parachuting Injuries: A Retrospective Study 83,718 Jumps. J Trauma. 1975 15(1):14-9.
16. Craig SC, Lee T: Attention To Detail: Injuries At Altitude Among U.S. Army Military Static Line Parachutists. Mil Med. 2000 165(4): 268-71.
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18. Ellitsgaard N: Parachuting Injuries: A study of 110,000 sports jumps. Br J Sports Med. 1987 21(1): 13-7.
19. Lillywhite LP: Analysis of Extrinsic Factor Associated with 379 Injuries Occurring During 34,236 Military Parachute Descents. J R Army Med Corps. 1991 137(3):115-21.
20. Pirson J, Pirlot M. A study of the influence of body weight and height on military parachute landing injuries. Mil Med. 1990 155(8): 383-5.
21. Smith RW, Reischl S: Treatment of ankle sprains in young athletes. Am J Sports Med. 1986 14: 465-71 apud Canavan PK: Reabilitação Em Medicina Esportiva: Um Guia Abrangente. 1ª ed. São Paulo: Manole, 2001 p. 329-87.
22. Andrews JR, Harrelson GL, Wilk K: Reabilitação física do atleta. 3ª ed. São Paulo: Elsevier, 2005 p. 349-98.
23. Canavan PK: Reabilitação em Medicina Esportiva: Um Guia Abrangente. 1ª ed. São Paulo: Manole, 2001 p. 329-87.
24. Brunet ME, Hontas RB. The thingh. In: DeLee JC, Drez DJ, eds. Orthopaedic sports medicine principles and practices. Philadelphia: Saunders 1994: 1091-102 apud Canavan PK: Reabilitação em Medicina Esportiva: Um Guia Abrangente. 1ª ed. São Paulo: Manole, 2001 p. 297-328.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

GRUPAMENTO TÁTICO DE MOTOCICLISTAS DA PMERJ-GTM

      O GTM é uma Unidade Operacional Especial da Polícia Militar do Estado do Rio da Janeiro, e faz parte do Batalhão de Polícia de Choque.Foi criado em abril de 2002, para fazer policiamento com o uso de motocicletas. 

As motos

      As motocicletas são muito importantes no policiamento ostensivo. Pela maior versatilidade e mobilidade, são capazes de chegar com rapidez nos locais onde os carros, presos no congestionamento, não conseguem atingir. E têm mais agilidade para inibir ações praticadas por criminosos pilotando motos.


     No passado o GTM utilizou as motos NX 4 Falcon da Honda (400 cc) CB 600 F Hornet Honda (600 cc) e atualmente realiza suas operações com as Harley Davidson Road King Police (1690 cc),  XT (660 cc), XJ6 (600 cc) da YAMAHA,além de uma Honda TRANSALP (700 cc) (ainda em teste)

 

 

Cursos

     O GTM realiza dois cursos, o CFOMES (Curso de Formação de Motociclistas de Escolta e Segurança) e o CATEM (Curso de Ações Táticas em Moto patrulhamento).

O CFOMES tem como característica principal dotar o policial militar de conhecimentos relativos a escolta (de presos, de eventos desportivos, de valores e principalmente de autoridades) sendo muito exigido no curso a habilidade com a motocicleta o racíocinio rápido para resolução de problemas, além do conhecimento de itinerários, características essencias de um BATEDOR (motociclista de escolta).

O CATEM voltado para o moto patrulhamento tem como missão principal passar ao policial militar a técnica de patrulhamento em grupo com garupa (3 motocicletas com 4 componentes) além de outras instruções como a de técnica de pilotagem off road, habilitando o aluno a andar em qualquer tipo de terreno. Essa técnica de moto patrulhamento com garupa já é utilizada em diversos estados da federação.

Missões

       O GTM atualmente age em 3 frentes distintas, todas ligadas ao motopatrulhamento e a escolta.

O patrulhamento no GTM é  responsabilidade do GETEM (Grupo Especial Tático em Motopatrulhamento) podendo somente fazer parte desse grupo os policiais que possuem o CATEM.
Realiza o patrulhamento composto de 3 motocicletas e 4 motociclistas, tendo uma moto com um policial na garupa, portanto fuzil, responsável pela segurança da equipe. 
O GETEM atua no patrulhamento com motosYamaha modelo XT 660 cc.

A escolta de valores da Casa da Moeda do Brasil é uma missão histórica, desenvolvida pelo Batalhão de Polícia de Choque à décadas, com uma tropa altamente especializada e experiente e também ultiliza as Yamahas XT 660 cc.

O pelotão de escolta faz a escolta de autoridades, também conhecida como “escolta de dignitários”. Essa missão é executada quase que diariamente devido o Rio de Janeiro ser uma cidade no qual a maioria das autoridades estrangeiras quando chegam ao país, desejam visitar.
Realiza missões de escolta de presidentes, chefes de governo, primeiros ministros, diplomatas, delegações estrangeiras em visita oficial e personalidades e para estas missões são ultilizadas as Harley Davidson Road King Police (1690 cc),Yamaha XJ6 (600 cc) e em teste a Honda Transalp (700 cc).